quinta-feira, 30 de abril de 2009

INDEFINIDO



Já não sei mais,
Não encontro sentido para viver,
Essa angústia me consome,
Fico inebriada em meio a tanta incerteza!

A música perdeu o tom,
As cores desapareceram da aquarela,
O poeta não tem mais inspiração,
Todos os corações petrificaram.

O rio perdeu seu curso,
E o mar sofre por falta daquele que sempre o completou,
As estrelas já não brilham no firmamento,
Lamento o tormento, o descontentamento.


Laís Teixeira

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SERÁ?


















Dizem que é ARTE!

Essa expressão sem sentido,

A quem diga que é conexa toda essa expressão desconectada!

Loucos, loucos que transformam e fundam universos paralelos.

Subterrâneos, buracos negros,

NÃO!

Fontes de juventude que a todo tempo desejo mergulhar,

Transborda em estrutura e em alma

Acalma meu ser, alimenta.


Laís Teixeira

A FLÔR DA PELE


















Inesperadamente o tempo para, a rotação da terra deixa de existir,

Só ouso a pulsão irrefreável do meu sangue,

Que sai percorrendo todas as artérias do meu corpo,

Em busca de um sentido,

Pois já estou cansada de tanta passividade!

Dessa humanidade desumana.

Uma inquietação surge,

E o meu sangue passa a correr mais rápido e mais pulsante,

Já não controlo mais os meus movimentos,

Meu corpo passa a ter vontade própria!

É um êxtase total!

Toda essa passividade me revolta,

Viro andarilho, berrando de orelha em orelha,

Que é preciso fazer Arte, viver a Arte, ser a própria Arte.

Estou cansada desse mundo monocromático,

Precisamos de cor, sim, das cores da aquarela,

Aquela que é do Brasil, que é minha e que é dela,

Vamos pintar essa Política,

Vamos fazer arte no Direito,

Vamos moldar o gesso desse sistema engessado

Vamos, vamos, vamos sem demora,

Vamos que o tempo não espera,

Vamos que eu quero fazer Arte, eu quero viver a Arte,

Eu quero ser a própria Arte!


Laís Teixeira