quarta-feira, 22 de abril de 2009

A FLÔR DA PELE


















Inesperadamente o tempo para, a rotação da terra deixa de existir,

Só ouso a pulsão irrefreável do meu sangue,

Que sai percorrendo todas as artérias do meu corpo,

Em busca de um sentido,

Pois já estou cansada de tanta passividade!

Dessa humanidade desumana.

Uma inquietação surge,

E o meu sangue passa a correr mais rápido e mais pulsante,

Já não controlo mais os meus movimentos,

Meu corpo passa a ter vontade própria!

É um êxtase total!

Toda essa passividade me revolta,

Viro andarilho, berrando de orelha em orelha,

Que é preciso fazer Arte, viver a Arte, ser a própria Arte.

Estou cansada desse mundo monocromático,

Precisamos de cor, sim, das cores da aquarela,

Aquela que é do Brasil, que é minha e que é dela,

Vamos pintar essa Política,

Vamos fazer arte no Direito,

Vamos moldar o gesso desse sistema engessado

Vamos, vamos, vamos sem demora,

Vamos que o tempo não espera,

Vamos que eu quero fazer Arte, eu quero viver a Arte,

Eu quero ser a própria Arte!


Laís Teixeira

5 comentários:

  1. Ai Laís! E agora? Me encantei mais uma vez. Teu texto está vivo e é lindo, até dá para sentir a tua interpretação que é tão forte. Vamos fazer arte no direito sim, esse gesso duro que nos espera tem que amolecer.

    Ps: Gostei da descrição de perfil,
    Beijos.

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  2. Brigadinha Eulândia! É essa verdade que eu busco!
    xêro

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  3. Que felicidade ver essa flor linda de nome Laís criando blog, poesia, luzes e encantos.
    Amo você!

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  4. Atordo com o trovao que ao meu lado estronda
    Fico fascinado e nao tenho palavras
    Pois junto com esse trovao esta a beleza
    De ser mulher viva, berrante, de ser Lais.

    Pra mim é um prazer ser seu amigo. E de cultivar cores. Cores da aquarela, que não deixou o egoismo de ser sua e dela, que agora é nossa.

    rsrsrs...

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  5. 'Eu quero viver a Arte,
    Eu quero ser a própria Arte!'

    Um pouco pretensiosa...mas a pretensão é a arma dos fortes!

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