Veio feito furacão; Foi um turbilhão de emoção; Arrebatador; Motivado por um desejo insano; De estar junto; De cuidar. Incrível o enlace dado pelo distino; Ao mesmo tempo que parti, cheguei; E novamente as portas se abrem; Dispo-me de todos os questinamentos; Me permito navegar nesse mar. Laís Teixeira
CUMPUREZA D’ALMA Dançava de um jeito sem jeito! A métrica? Os padrões? Não se faziam necessários, O coração batia no compasso do pandeiro e dos atabaques, Senti-me arrebatada por um moinho de vento, E mais que de repente vem A CHUVA QUE NÃO PARA DE CANTAR “CUMPUREZA D’ALMA”, Gotas de luz, mãos erguidas em busca de uma centelha do amor que ali era derramado, AAAAAAaaaaaaahhhhhhhh A chuva acabou! A música parou! Mas a energia que ali circulava era mais forte que a vontade humana, Nossos corpos não paravam de dançar, de cantar, de amar, de sorrir! Desejos incontidos, expressões das mais intensas, Vozes proferidas “CUMPUREZA D’ALMA”. Laís Teixeira
Que furor é este, minha gente! Incontido na lágrima que escorre Simples a afagar fertilizando o Rosto de menina moleca crescida. De vozes proferindo a poesia Que desconcerta e cativa desde Inertes aos que livres entregam-se Aos devaneios da arte. Do contato com os artigos Nasce uma justiça que incisivamente Desvela-se das sentenças já ditas; De que há algo que não se conecta A outro algo. Como não? Quem, meus senhores, estabeleceu As conexões a priori?! Quem?! Pode sim, companheira Lais. Desbravar as palavras com o Sopro que tua garganta-corpo profere! Despe-se daquilo jurídico caduco E dos ternos-poder para se Derramar na arte. Arte do Bradar sem estrias que impossibilite O fluxo do teu caminhar. Sorria das entranhas quentes e Latejantes da vida, pois vives, Vives deliciosamente a pulsar. Diego Medeiros, Fortaleza, fevereiro de 2009
Lindo Laís!
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